CRESCER EM PÚBLICO: POR QUE SAÚDE MENTAL DE JOVEM PRECISA VIRAR POLÍTICA

Eu errei na frente do país inteiro, muito novo. O que aprendi ali não cabe só na minha história — cabe na de qualquer adolescente que hoje vive com uma tela na mão.

CONTEÚDO PRODUZIDO COM IA

Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial, a partir de fatos conferidos da trajetória e das propostas do candidato, e revisado pela equipe da campanha antes da publicação.

Eu virei profissional antes dos quinze anos. Em 2013, quando "O Bonde Passou" alcançou o país, eu era um adolescente que de repente passou a ser reconhecido na rua e comentado por gente que nunca tinha me visto.

Depois vieram a televisão, os palcos e os programas. E veio junto o que eu não vou fingir que não existiu: o erro cometido em público, a crítica em escala nacional, o aprendizado que só chega quando você erra na frente de muita gente.

Cresci em público. Isso cobra um preço, e eu paguei. Não estou pedindo pena por isso — estou dizendo que aprendi na pele uma coisa que hoje vale para muito mais gente do que artista.

Hoje quase todo adolescente cresce em público

A diferença entre mim e um jovem de dezesseis anos hoje é menor do que parece. Ele não tem palco, mas tem perfil. Ele não vira manchete, mas é medido todo dia por curtida, comentário e comparação com uma vida editada que ele acha que é real.

A régua da vida inteira dele está exposta. O erro dele fica gravado. E ninguém explicou para ele — nem para os pais, nem para a escola — o que fazer com o que isso provoca.

O que ajuda de verdade

Quando eu passei pelo pior, o que me segurou não foi conselho de internet. Foi gente por perto e acompanhamento de quem entende do assunto. As duas coisas custam dinheiro, e é exatamente por isso que elas precisam ser política pública: sem isso, cuidado vira privilégio de quem pode pagar.

Na prática, isso quer dizer coisas sem glamour nenhum. Psicólogo na rede pública com fila que ande. Escola que saiba encaminhar um aluno em sofrimento em vez de tratar como indisciplina. Programa de prevenção ao uso de drogas que converse com adolescente em vez de assustar. E lugar para estar à noite e no fim de semana que não seja só a esquina ou o quarto.

Nada disso é discurso. É orçamento, é vaga contratada, é serviço que existe no bairro ou não existe em lugar nenhum.

Falar disso sem transformar em campanha de fachada

Saúde mental virou palavra fácil. Aparece em post, em camiseta e em mês do calendário, e some quando chega a hora de contratar profissional e abrir vaga.

Eu não quero levar essa pauta como enfeite. Quero levar como quem já precisou: adolescente exposto demais, cedo demais, sem ninguém explicando o que estava acontecendo com ele.

A minha geração aprendeu isso do jeito difícil, um por um. Não precisa continuar assim para a próxima.

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