SÃO PAULO NÃO ACABA NA CAPITAL

Campanha que fala só com a capital está conversando com uma parte do estado e chamando isso de São Paulo. O interior e o litoral têm pauta própria — e raramente são perguntados.

CONTEÚDO PRODUZIDO COM IA

Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial, a partir de fatos conferidos da trajetória e das propostas do candidato, e revisado pela equipe da campanha antes da publicação.

Deputado federal por São Paulo representa o estado inteiro. Parece óbvio escrito assim, mas a prática desmente: boa parte da conversa política do estado acontece como se São Paulo fosse a capital e mais um contorno indefinido em volta.

Quem mora no interior, no litoral ou no ABCD sabe do que eu estou falando. A pauta chega pronta de fora, decidida em outro lugar, e o que se pede é adesão.

Territórios diferentes têm problemas diferentes

A juventude de uma cidade do interior não enfrenta o mesmo que a juventude da Zona Leste. O jovem do litoral vive uma economia de temporada, que emprega muito em três meses e some no resto do ano. O do ABCD cresceu numa região industrial que mudou de perfil e não avisou ninguém.

Cultura também muda de nome conforme o território. Na capital é o baile e o funk. No interior é a festa, a vaquejada, o rodeio, o forró, a viola. É a mesma discussão de sempre — trabalho informal, cadeia produtiva ignorada, evento tratado como caso de polícia — só que com outra trilha sonora.

Eu vi isso por dentro na pista de areia, em julho de 2026, quando fui disputar o X1 de uma vaquejada. Ali tem equipe, tem tratador, tem veterinário, tem transporte, tem comércio em volta e tem gente vivendo daquilo. Exatamente como no baile. E, exatamente como no baile, quase ninguém trata aquilo como economia.

Por que a campanha se organiza por região

É por isso que esta campanha não tem um grupo só. Ela se organiza por região, cada uma com o seu, para que a conversa comece com quem mora ali em vez de terminar nele.

Não é detalhe de logística. É a diferença entre levar um discurso pronto para dez cidades e voltar de dez cidades com dez listas de problema.

O que eu não vou fazer

Não vou prometer conhecer um estado inteiro em uma eleição. Seria mentira, e mentira em campanha tem prazo curto de validade.

O que dá para prometer é o método: perguntar antes de propor, ir onde a pauta nasce e não tratar nenhuma região como plateia. Quem mora no lugar sabe o que falta ali melhor do que qualquer plano feito de longe.

São Paulo é grande demais para caber num único jeito de falar. Representar o estado começa por admitir isso.

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ELEICAO 2026 GUILHERME KAUE CASTANHEIRA ALVES DEPUTADO FEDERAL

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MC Gui é o nome artístico de Guilherme Kauê Castanheira Alves.