Automobilismo, boxe e vaquejada não têm quase nada em comum — a não ser o que cobram de quem entra. E o que cobram é exatamente o que falta ser oferecido ao jovem da periferia.
CONTEÚDO PRODUZIDO COM IA
Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial, a partir de fatos conferidos da trajetória e das propostas do candidato, e revisado pela equipe da campanha antes da publicação.
Em três anos eu entrei em três esportes que não conversam entre si. Em 2023 fui campeão da categoria Special Edition AM na Sprint Race, com quatro vitórias na temporada. Em fevereiro de 2024 subi ao ringue no Fight Music Show 4. Em maio de 2025 estreei como profissional de boxe em Miami. Em julho de 2026 disputei o X1 de uma vaquejada em Sousa, na Paraíba.
Muita gente leu isso como coleção de hobby de artista. Não é. Eu não fui buscar adrenalina em três lugares diferentes — fui atrás da mesma coisa três vezes, e ela tem nome.
Automobilismo é o esporte mais implacável com quem improvisa. Você pode ter talento, carisma e patrocinador: se não tiver disciplina, preparo e equipe, o cronômetro te expõe em segundos. Ninguém discute com o tempo de volta.
O ringue é pior ainda, porque o resultado vem no seu corpo. Não existe boa intenção que segure um round. Ou você fez o trabalho antes, ou ele aparece na hora em que não dá mais para consertar.
E a pista de areia me ensinou a última parte. Eu treinei sessenta dias para aquela vaquejada. No meio da disputa eu levei uma queda forte. Levantei, voltei e derrubei o boi entre as faixas. Não foi coragem: foi ter treinado o suficiente para saber o que fazer depois da queda.
Aprendi a mesma frase em três lugares diferentes: resultado é método, não inspiração. Talento abre a porta, mas quem entrega no dia é quem tinha rotina, alguém corrigindo o erro e estrutura por trás.
É por isso que eu não acho graça em discurso que trata o jovem da periferia como caso de esforço individual. "É só correr atrás" é a frase mais barata que existe, porque não custa nada para quem fala e custa tudo para quem ouve.
Correr atrás do quê, exatamente? Sem quadra aberta, sem treinador, sem transporte para chegar ao treino e sem competição para disputar, esforço vira só cansaço.
Eu preciso ser honesto sobre uma coisa. Eu só cheguei àquele grid, àquele ringue e àquela pista porque a música já tinha me dado estrutura antes. O talento não bastaria. O que bastou foi talento mais acesso.
É essa segunda metade que política pública existe para entregar. Não é dar troféu para ninguém — é garantir que exista onde treinar, quem ensine e como chegar lá. O resto o jovem faz sozinho, e faz melhor do que a gente imagina.
Três esportes me ensinaram o mesmo método. O que eu quero é que ele pare de depender de sorte para chegar em quem ainda não teve a primeira chance.
ELEICAO 2026 GUILHERME KAUE CASTANHEIRA ALVES DEPUTADO FEDERAL
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MC Gui é o nome artístico de Guilherme Kauê Castanheira Alves.